No Brasil estima-se que 1 em cada 100 bebês nascidos vivos têm um defeito cardíaco congênito. Este é um problema que ocorre durante o desenvolvimento do coração do bebê durante a gravidez, antes mesmo do nascimento e são os defeitos congênitos mais comuns.
O coração do bebê começa a se desenvolver na concepção, mas está completamente formado em 8 semanas de gestação. Os defeitos cardíacos congênitos ocorrem durante essas importantes primeiras 8 semanas de desenvolvimento do bebê. Etapas específicas devem ocorrer para que o coração se forme corretamente. Muitas vezes, os defeitos cardíacos congênitos são resultado de uma dessas etapas não ocorrer no momento certo.G
A maioria dos defeitos cardíacos congênitos não tem causa conhecida. As mães frequentemente se perguntam se algo que fizeram durante a gravidez causou o problema cardíaco. Na maioria dos casos, nenhuma causa específica pode ser encontrada. Alguns problemas cardíacos ocorrem com mais frequência em famílias, portanto, pode haver uma ligação genética. Alguns problemas cardíacos são prováveis de ocorrer se a mãe teve uma doença durante a gravidez ou estava tomando medicamentos, como anticonvulsivantes, medicamento para acne tipo isotretinoína. Mas, na maioria das vezes, não há uma razão clara para o defeito cardíaco.
Existem várias alterações cardíacas congênitas que variam de mais simples a mais complexas. Muitas podem ser diagnósticas ainda na barriga da mãe e podem ser tratadas na vida uterina. Outras exigirão cirurgia, às vezes já nas primeiras horas após o nascimento. E alguns defeitos podem simplesmente se fechar sozinhos com o crescimento. Outros bebês terão uma combinação de alterações e precisarão de mais de uma cirurgia ao longo da vida.